domingo, 30 de maio de 2010

Voltar no tempo...


Naquele momento parei,
Tudo ao meu redor também parou,
Em meio à multidão me senti só...

Parei,
Parei e tudo o que desejei foi
A habilidade de voltar no tempo...

Não precisaria muito
Voltar alguns minutos apenas,
Seria o suficiente...

Sem dúvidas o bastante para mudar,
Apagar erros,
Enxugar futuras lágrimas...

Trocá-las por sorrisos,
Erros por sonhos,
Remorsos por alegrias...

Contra o tempo somos fracos,
Contra os erros somos passivos,
Nos resta receber os momentos como saudade...

Assim aprendemos a viver,
A valorizar o ser,
E a ter a vida como a mais bela dádiva!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Uma Flor beijando outra flor


Forte como pimenta,
contemplar sua graciosidade
basta para nós, meros mortais

Não é ela que cheira as rosas,
mas as rosas que a cheiram
e liberam aroma e cor possantes, como diamantes

Sem ligar se vão notar, ela dança
com alma de criança
trazendo paz e esperança

Descobre-se a beleza ao vê-la,
a perfeição ao encontrá-la,
toca-se a pureza ao olhar dentro dos seus olhos

Carisma transborda do seu rosto,
graça da sua boca,
magia do seu sorriso

Ela é simples, majestosamente simples
o poder de transformar dor em flor,
prantos em risos, está em suas mãos

Meiga, carinhosa, simpática, engraçada...
eu poderia ficar horas citando sua qualidades,
mas nunca expressaria como és encantada

Os deuses iluminados a fizeram bela
e se arrependeram, pois viram
que em luz eram inferiores a ela

Nem nos dias mais inspirados
imagina-se criatura tão divina,
sua face traz luz à rima

Se estou sonhando, não sei,
mas que tenho um privilegio, isso sei,
pois uma Flor encantada aqui encontrei.


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Poema dedicado a Paula Pimenta Gomes, uma criatura tão especial que merece ser eternizada.
Em 10 estrófes pois você é muito 10! Com carinho, Moisés Prado.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Bom dia, Dia!

Bem vindo, Dia!
Espero que não se esqueça de mim.
Lembre meu nome antes do fim...

Quero marcar-te não fazendo nada ou fazendo tudo, marcar sendo revolucionário ou não,
O importante é sempre fazer o que eu quero...

Rir com o sol batendo no meu rosto,
Ouvir o canto dos pássaros,
Sentir o encanto dos belos olhos de uma princesa...

Ver o que eu quero ver,
Ver a beleza que você ilumina, Dia.
E ver também a que não, a beleza da alma...

Brincar como criança mais uma vez,
Não importando com o passar do tempo,
Ser livre ao vento...

Não tem preço viver assim,
Saber que nunca é tarde, mas sempre é tempo de ser feliz;
Foi um prazer, Dia. Até amanhã!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vida no Lixão


O tomate no lixo não estava podre, simplesmente foi jogado com um monte que sobrou, ali alimenta muitos bichos: ratos, urubus, homens...

Ela alimenta a filha com lixo,
lixo que ela não come para que os filhos comam e sobrevivam

Tanto desperdício, tanta ganância, arrogância;
para os chamados "normais" essas pessoas não existem

Pessoas que não entram onde você entra
por não ter as roupas que você tem

Seres invisíveis, imperceptíveis,
que não são considerados seres humanos por essa classe capitalista dominante

Esses somente são alguém quando apontam uma arma,
como julgar quem age assim por fome

Roubar comida dá cadeia, roubar milhões do cofre público dá voto,
a humanidade do povo sim está roubada, humilhada, estilhaçada

Tenho vergonha de ver uma sociedade assim, sociedade destrutiva,
onde quem paga vive, onde morre-se de fome com comida ao lado

Até quando aceitaremos esta situação,
uns comendo caviar e outros lixo no mesmo quarteirão...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Coward (Covarde)


Look at these little scared faces,
Their tears are rain, sad rain;
Look into the innocent eyes of them
How can a person be so coward


Look at their little hands and feet
How could they live by themselves
Don’t leave them, don’t be a coward
So coward

Look what you’ve became, you’re a drunker
How does the alcohol taste
When you hear their sweet child voice?
Coward

You won’t be free doing it
Put the gun down, they’re seeing you now
Is this the final point? Bullet in the head?
Don’t be so coward, such a coward

Can’t you see?
Your escape is your kids, your salvation;
Live for them, fight for their charmed faces
Don’t run away, stupid coward

Give it all some sense
Don’t give up now
Listen to me carefully,
I’m your conscience

I'm sure you can be
Not just a coward;
They need you, they’re counting on you
Don’t be a coward, nevermore a coward man.

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TRADUÇÃO:

Olhe para essas carinhas assuntadas,
As lágrimas deles são chuvas, chuvas tristes;
Olhe para os olhos inocentes deles
Como uma pessoa pode ser tão covarde

Olhe para as mãozinhas e pezinhos deles
Como poderia eles viverem sozinhos
Não os abandone, não seja um covarde
Tão covarde

Veja o que você tornou; você é um bêbado
Qual é o sabor do álcool
Quando você ouve a voz doce de criança deles?
Covarde

Você não ficará livre fazendo isso
Abaixe a arma, eles estão o vendo agora
É este o ponto final? Bala na cabeça?
Não seja tão covarde, tão covarde

Será que não vê?
O seu escape é os seus filhos, sua salvação;
Viva para eles, lute pelas faces encantadas deles
Não fuja, estúpido covarde

De um sentido para isso tudo
Não desista agora
Escute-me com muita atenção,
Eu sou sua consciência

Tenho certeza que você pode
Não ser apenas um covarde;
Eles precisam de você, eles estão contando contigo
Não seja um covarde, nunca mais um homem covarde.