domingo, 8 de março de 2009

“Cartas Marcadas”


Talvez, o maior problema da política no Brasil é a falta de renovação. A nossa Constituição “faz de tudo” para que isso não ocorra, impedindo terceiro mandato consecutivo e outras coisas mais. Contudo, não é suficiente. O que vemos é uma grande troca de favores, jogadas de mídia, nepotismo, manobras e mudanças de cargos; sejam eles eleitos pelo povo ou não, sempre os mesmos estão no “poder”, as mesmas figurinhas, são como “cartas marcadas” em um baralho, só trocam de lugar.
Fernando Collor de Melo, novo Presidente da Comissão de Infra-estrutura. Collor mais uma vez num cargo de grande responsabilidade e poder. Este é mais um dos vários exemplos que podemos citar para justificar o que eu disse.
Não devemos prejulgar, condenar alguém pelo passado, diz a ética; salvo quando se trata de política, afinal, é o único meio de referência de que a população dispõe para eleger seus representantes. Collor e poder, mistura perigosa! O orçamento do PAC está em Alerta!
Não desejo mal ao Collor, pelo contrário, desejo que ele mostre que amadureceu. Porém, não concordo com a forma que ele chegou ao poder.
Este está longe de ser um caso isolado, vemos esse tipo de situação o tempo todo, políticos que não se explicaram, corruptos, inescrupulosos, e assim que a “poeira abaixa”, lá estão eles de volta, indicados para serem Secretários, Ministros, e por ai vai... Em seguida, a memória do povo, que é curta, já apagou, e logo são eleitos para cargos de grandiosa responsabilidade política.
Precisamos de gente nova e compromissada, sobretudo; assim, podemos fazer uma mescla com os políticos experientes que lá estão (a parte honesta e correta, claro!). Esse é nosso dever ao votar.
Precisamos de renovo, já!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Robôs ou Humanos?


Hoje assisti uma reportagem no Jornal Hoje da Globo, fato que me fez escrever este texto. Na verdade foi uma reportagem simples e superficial, contudo podemos ver claramente como os conceitos estão deturpados. A reportagem falava sobre etiqueta no trabalho.
Temas como “boa aparência”, “formas de se portar”, “como vestir adequadamente” e outras futilidades foram abordados. O que me chamou a atenção foi ver “profissionais qualificados” dando opiniões ridículas, formais e ultrapassadas. A reportagem em si já era bitolante (na minha opinião), mas daí passar para o povo meios de o limitar, sufocar a liberdade de expressão e criatividade, seguindo regras sem sentido como se fosse a melhor forma ou opção para conviver em grupo, é inadmissível.
Através de matérias infelizes como esta em questão, percebemos a falta de consciência da maioria, a alienação. O ponto mais grave é o fato de que o brasileiro é facilmente manipulado e tem suas opiniões baseadas no que a mídia diz, não preciso dizer que tem exceções.
Filmes como “Clube da Luta”, “A outra historia Americana”, “O Pianista”, “Cidade de Deus”, “Coração Valente”, “Fahrenheit 11 de Setembro”, e livros, “Crime e Castigo”, “Dom Casmurro”, “1968 o ano que não terminou”, ou ainda músicas das bandas “Aborto Elétrico”, “U2”, “Legião Urbana”, entre muitos outros, deveriam ser obras para debate nas escolas. O povo precisa ter consciência!
As pessoas no Brasil (sei que não é um problema só do nosso país) precisam deixar de ser “maquinas programadas”, precisam largar os moldes que os oprimem, e se tornarem humanos, críticos e conscientes. Devemos fazer com que a mídia seja o nosso reflexo, é o povo que deve molda-la, e não o contrário.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Breves Incógnitas


Quanto mais aprendemos, menos sentimos...
Quanto mais conhecemos as coisas, mais percebemos o quanto falta a entender...
Somos uma incógnita. Sem dúvida essa é a nossa melhor “definição”.
Buscamos resposta pra tudo em tudo, e só encontramos mais e mais perguntas.
Seres demasiadamente frágeis e pequenos como nós, Seres Humanos, dotados de um dom chamado “curiosidade”...
Você já se perguntou se os peixes sabem que a água existe? Será que eles sabem da vital importância dela?...
A água está tão inserida na vida aquática, que provavelmente esses seres nem a percebem. E isso nem faz diferença pra eles; ela – a água – sempre esteve ali.
Assim creio que são as respostas para tudo o que buscamos. Seja você agnóstico ou Cristão, tudo gira em torno de “ponto de vista”. Pra se ter uma idéia, se eu fosse dizer o que penso, ou no que creio, me julgariam completamente certo ou errado, dependeria simplesmente de quem lê.
Chamamos esse “algo maior”, ou talvez aquilo que não explicamos de “Deus”. Mas daí, quantos “Deus” não existem? Quantas crenças e culturas regionais totalmente distintas? Cada uma tem seu próprio Deus. E cada qual crê indubitavelmente. Não temos respostas ou provas, possivelmente nunca as teremos. Temos apenas fé, seja qual for a sua religião ou falta de religião. Nada mais.
Ainda que sua fé seja uma “certeza” pra você - isso tem um lado muito bom - lembre-se ela é certeza para você, pode não significar o mesmo para os outros. Tudo é questionável.
Não sou um cientista em “busca de respostas”. Também não sou alguém que acha essa “busca de respostas” algo errado, pelo contrário, talvez seja isso que faz de nós seres humanos. Sem dúvida isso ao menos nos faz seres especiais.
Porém há o lado belo a ser vivido. Nessa vida tão passageira devemos nos preocupar menos com tudo isso, sejam coisas grandiosas ou banais. Viver é aproveitar os breves momentos que a beleza da vida somente pode ser representada por poesias. Talvez essa seja a “resposta” mais importante que deveríamos procurar, o resto sempre será secundário nesse nosso mundo de ilusões.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

I'm losing you... (Estou lhe perdendo...)



I’m losing you...
No matter what I do, or what I try,
I’m losing you...

Losing your smile,
And with it my happiness;
Losing your sweet voice,
And with it my sweetness...

I’m losing you...
It never was easy, but before I had time;
Today I don’t have it, don’t have opportunity,
Maybe I don’t have capacity, courage...

Yes, I’m losing you...
Sometimes I think I don’t know you anymore,
Your face is different, it’s more mature...
When I look at you, I don’t know what to say to you,
I don’t know what to say, if I can, if I must say...

I tore your travel ticket, but I know it won’t work;
Let me at least by now delude myself.
Yes, I’m losing you...
It’s hard, but soon or later I'll have to say:

Goodbye, good luck honey.

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Outro texto que escrevi em Inglês pela sonoridade das palavras. Mas como anteriormente, abaixo o escrevi também em Português para nao excluir ninguém, espero que gostem!
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Estou lhe perdendo...
Não importa o que eu faça, ou o que eu tente,
Estou lhe perdendo...

Perdendo o seu sorriso,
E com ele a minha felicidade;
Perdendo a sua doce voz,
E com ela a minha afabilidade...

Estou lhe perdendo...
Nunca foi fácil, mas antes eu tinha tempo;
Hoje eu não o tenho, não têm oportunidade,
Talvez eu não tenho capacidade, coragem...

Sim, eu estou lhe perdendo...
Às vezes acho que não te conheço mais,
Seu face está diferente, está mais madura...
Quando a olho, não sei o que lhe dizer,
Não sei o que dizer, se eu posso, se devo dizer...

Eu rasguei o seu bilhete de viagem, mas sei que não adiantará;
Deixe-me, ao menos por enquanto eu me enganar.
Sim, eu estou lhe perdendo...
É difícil, mas cedo ou tarde terei que dizer:

Adeus, boa sorte amor.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Ano Novo?


Virada de ano. Tudo se renova, as coisas recomeçam, as promessas voltam... Será mesmo verdade?
Nós fazemos desse dia algo mágico, pessoas vestem branco para se ter paz durante todo o ano; como seria interessante se coisas assim funcionassem. Mas sabemos que não.
Não estou querendo desanimar ninguém, nem desiludir. Porém, na verdade poucas coisas na nossa vida muda assim de repente. A vida real não é como nos filmes ou novelas, onde mudanças drásticas e acontecimentos reveladores acontecem em cadeia, o tempo todo.
Bom seria se esse “espírito” de renovo, que vivemos nessa época, acontecesse conosco umas três ou quatro vezes nesse período de 365 dias.
Com certeza mudanças não vem com uma virada de noite, a única mudança real que se tem dessa forma é a troca do calendário.
Mudanças acontecem através de atitudes. Escolher seguir um caminho, que muitas vezes é longo; é preciso ser paciente.
Tenha um alvo, objetivos, e não espere só o dia 31 de dezembro para isso.
Viva sim este momento, comemore, alegre-se... mas com os “pés no chão”. Recomeço é a gente que faz.